Agências de fomento e parcerias estratégicas viabilizaram o Biotech Hub
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Data: 17/06/2026

A criação do Biotech Hub da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ é resultado de um esforço conjunto que reuniu a Coppe, agências de fomento, instituições de pesquisa e empresas comprometidas com o fortalecimento da inovação em biotecnologia. A articulação entre esses diferentes atores permitiu transformar em realidade uma infraestrutura voltada para apoiar startups científicas e acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para a saúde e outros setores estratégicos.
O projeto foi estruturado pela Incubadora da Coppe em parceria com a Inova UFRJ, responsável pela gestão da propriedade intelectual e pela formalização de instrumentos jurídicos de cooperação. Ao longo de sua construção, o Biotech Hub também reuniu parceiros como Merck Life Science, Embrapa e Hub Saúde Firjan/Sesi, fortalecendo a conexão entre pesquisa científica, empreendedorismo e mercado.
Segundo Marcos Chaves, head da Incubadora da Coppe, a construção de um ambiente de inovação voltado para biotecnologia exige muito mais do que infraestrutura física. “Foi necessário mobilizar parceiros com competências complementares para criar um ambiente capaz de apoiar as startups desde as etapas iniciais de desenvolvimento até sua conexão com o mercado”, afirma.
A implantação da infraestrutura laboratorial contou com aproximadamente R$ 800 mil em investimentos da Finep, por meio de um programa executado em parceria com o Parque Tecnológico da UFRJ e a Fundação Coppetec. Os recursos foram destinados à adequação dos espaços e à instalação da infraestrutura necessária para o funcionamento dos laboratórios.
Além disso, a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) destinou cerca de R$ 650 mil para a aquisição de equipamentos científicos por meio do Programa de Apoio a Ações Integradas de Inovação em Instituições de Ciência e Tecnologia Fluminenses. Com esses recursos foram adquiridos 31 equipamentos que hoje compõem a estrutura laboratorial do hub.
De acordo com Diego Lelis, líder de Biotecnologia da Incubadora da Coppe, a disponibilidade desses equipamentos é fundamental para o desenvolvimento das startups. “Muitas empresas de base científica não conseguem avançar porque não têm acesso a equipamentos especializados. A infraestrutura compartilhada permite reduzir custos e acelerar etapas críticas de validação tecnológica”, explica.
A participação da Merck Life Science também contribuiu para a consolidação do projeto. A empresa equipou o Hub de Bioimpressão 3D, ampliando as capacidades tecnológicas disponíveis para startups e pesquisadores que atuarão no espaço.
O processo de expansão já está em andamento, e a próxima etapa prevê a construção de um segundo pavimento com salas privativas para startups, novos ambientes compartilhados e áreas destinadas a reuniões e atividades de colaboração.
Para o diretor-adjunto de Tecnologia e Inovação da Coppe, professor Thiago Aragão, o investimento fortalece a capacidade do estado de gerar inovação e criar empresas de base tecnológica. “Estamos ampliando a infraestrutura disponível para empreendedores científicos e contribuindo para a formação de um ambiente cada vez mais favorável à geração de novos negócios e empregos qualificados”, afirma.
A rede de instituições envolvidas na criação do Biotech Hub demonstra a importância da cooperação entre academia, governo e setor produtivo para o fortalecimento da inovação. Mais do que um novo espaço físico, o projeto representa a construção de um ambiente colaborativo voltado para transformar conhecimento científico em desenvolvimento econômico e social.
Entrevista “O Biotech Hub amplia o acesso à inovação em saúde”
Caroline Alves – Presidente da Faperj
Qual a importância do Biotech Hub para o ecossistema de inovação do Rio de Janeiro?
A inauguração do Biotech Hub representa exatamente o tipo de resultado que buscamos ao investir recursos públicos em ciência, tecnologia e inovação. O espaço reduz barreiras de acesso à infraestrutura laboratorial avançada e cria condições para que mais startups possam desenvolver e validar suas tecnologias no estado.
Como iniciativas voltadas para a saúde podem beneficiar a população?
Quando apoiamos inovação em saúde, estamos investindo tanto em desenvolvimento tecnológico quanto em qualidade de vida. Áreas como biofármacos, engenharia de tecidos e medicina regenerativa têm potencial para gerar tratamentos mais eficazes e ampliar o acesso da população a novas soluções.
O que representa a aproximação entre universidades, startups e empresas como a Merck?
Essa integração fortalece um modelo de inovação baseado na colaboração. A presença de uma empresa global como a Merck reforça a credibilidade do projeto e demonstra a capacidade do Rio de Janeiro de atrair parcerias estratégicas em áreas de alta complexidade tecnológica.
- Biotech Hub
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