Cidades em transformação: novas formas de pensar e viver os espaços urbanos
Planeta COPPE / Engenharia de Transportes / Notícias
Data: 20/08/2026

Como as pessoas percebem, vivem e participam da transformação das cidades? Para o professor Matheus Oliveira, do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe/UFRJ, responder a essa pergunta exige ampliar o olhar sobre o espaço urbano e considerar, além da infraestrutura e dos indicadores, as experiências e relações das pessoas com os lugares onde vivem.
Pesquisador nas áreas de mobilidade urbana, inovação, participação social e laboratórios vivos, Matheus desenvolve na Coppe projetos que buscam aproximar universidade, poder público, empresas e sociedade na criação e experimentação de soluções para desafios urbanos.
Essa abordagem parte da compreensão de que a transformação das cidades não depende apenas de intervenções físicas ou de decisões técnicas. A forma como as pessoas utilizam os espaços, participam das decisões e estabelecem relações com seus territórios também pode contribuir para definir os caminhos das cidades.
“A cidade não é feita apenas de infraestrutura, normas e indicadores. Ela também é produzida pelos nossos afetos, medos, desejos, encontros e pela capacidade de imaginar coletivamente outros futuros possíveis”, afirma o professor.
A experiência de pesquisa desenvolvida na Coppe dialoga com essa perspectiva ao investigar novas formas de compreender a mobilidade e os espaços urbanos e ao criar ambientes de experimentação que aproximam diferentes atores na busca por soluções.
Essa reflexão também está presente no livro Cidades Extraordinárias: o anti-guia emocional para a revolução urbana, escrito por Matheus ao longo de quase cinco anos e ilustrado por Rodrigo Bueno. A obra combina ensaio, manifesto e narrativa visual para propor um olhar sobre as cidades a partir das experiências, emoções e relações de quem nelas vive.
Para além das soluções tradicionais para os problemas urbanos, a proposta é estimular novas perguntas sobre como percebemos os lugares, como participamos de sua transformação e que cidades queremos construir coletivamente.
