Cinco anos do Acolhe Coppe: uma trajetória de cuidado com a saúde mental
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Data: 25/09/2025

A saúde e o bem-estar vêm ganhando centralidade no debate público e no cotidiano das instituições. Políticas públicas passaram a ser complementadas por apoios institucionais e práticas voltadas ao cuidado dentro de empresas, universidades e organizações. É nesse contexto que a Coppe/UFRJ celebrou, nos dias 24 e 25 de setembro, os cinco anos do Acolhe Coppe – um espaço seguro de escuta, acolhimento e apoio psicológico para alunos e trabalhadores da instituição.
Com o tema “Acolhe Coppe, 5 anos: por uma cultura de bem-estar, saúde mental e compromisso institucional”, o núcleo de atendimento psicossocial organizou dois dias de atividades que integraram vivências terapêuticas, práticas complementares de saúde e debates sobre acolhimento emocional. A proposta foi reforçar que saúde mental e bem-estar são elementos estruturantes de uma universidade mais humana e produtiva.

Na abertura do evento, a diretora da Coppe, professora Suzana Kahn, lembrou que bem-estar, saúde mental e compromisso institucional são dimensões que se alimentam mutuamente. “Quando você está em uma instituição e tem esse compromisso institucional, isso traz uma sensação de bem-estar. E, se você está bem consigo mesmo, tende a ter maior compromisso com aquilo que faz, com seu local de estudo ou de trabalho, afirmou.
Essa visão também foi reforçada pela diretora de Gestão de Pessoas, Vanda Borges, que chamou atenção para a invisibilidade do trabalho técnico-administrativo e para o impacto do bem-estar em diferentes esferas da vida. “No ambiente de trabalho, podemos vivenciar situações que podem ser difíceis, até mesmo tóxicas. Quando falamos em autocuidado, falamos em preservação e em direitos humanos, especialmente aqueles relacionados à saúde mental. É preciso lembrar que o autocuidado também implica em uma dimensão coletiva, de preservação do ambiente de trabalho. Parafraseando a ativista Audrey Lorde, o autocuidado daqueles que vivem sob pressão não é um luxo, mas uma estratégia de sobrevivência”, destacou.

A programação contou ainda com a participação da diretora de Relações Étnico-Raciais da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Sandra Batista Martins, que apresentou as ações do novo órgão para transformar a universidade nas questões de racismo, capacitismo e afirmação da diversidade.
Já a pró-reitora de Pessoal (PR-4), Neuza Luzia, trouxe um panorama das iniciativas que estão sendo planejadas pela UFRJ para ampliar a saúde do trabalhador, como a criação do Ambulatório do Trabalhador, do Laboratório de Segurança e Saúde do Trabalhador, e as obras da nova sede da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST).
Para além das falas institucionais, os dois dias foram marcados por vivências terapêuticas e práticas integrativas, como arteterapia, soulcollage, auriculoterapia, meditação guiada, entre outras. O encontro reafirmou o Acolhe Coppe como um espaço que, ao longo de cinco anos, tem ajudado a consolidar uma cultura de bem-estar e saúde mental dentro da Coppe, beneficiando toda a sua comunidade acadêmica e profissional.
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