COP 15: A Contribuição da Coppe

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Data: 14/12/2009

O Brasil teve um importante papel na reversão da expectativa mundial em relação ao comprometimento das principais lideranças com novas metas de redução de gases de efeito estufa na Conferência do Clima em Copenhague (e com formas de financiar tal esforço). Parte dessa influência positiva pode ser creditada a instituições sediadas na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. Cerca de dez cientistas, pesquisadores e professores da Coppe/UFRJ integram a delegação brasileira que está na Dinamarca. Quatro deles fazem parte do IPCC, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. Outros atuam em unidades sediadas ou ancoradas na Coppe que realizam estudos sobre o tema, entre elas o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Conheça a avaliação dos especialistas entrevistados nesta reportagem sobre os desdobramentos das discussões sobre o clima, no Brasil e no mundo, e suas expectativas em relação aos resultados da reunião realizada na Dinamarca.

“O pessimismo em relação a um possível fracasso da conferência de Copenhague deu lugar a um otimismo moderado em relação a um acordo político com metas de corte de emissões. Ao mudar sua posição histórica e propor uma meta voluntária de redução das emissões dos gases de efeito estufa, o Brasil e em seguida os Estados Unidos e a China abriram caminho para uma nova esperança”, avalia Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe e secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Lula e o Fórum do Clima

O Brasil teve um importante papel na reversão da expectativa mundial em relação ao comprometimento das principais lideranças com novas metas de redução de gases de efeito estufa na Conferência do Clima em Copenhague (e com formas de financiar tal esforço). Parte dessa influência positiva pode ser creditada a instituições sediadas na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. Cerca de dez cientistas, pesquisadores e professores da Coppe/UFRJ integram a delegação brasileira que está na Dinamarca. Quatro deles fazem parte do IPCC, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. Outros atuam em unidades sediadas ou ancoradas na Coppe que realizam estudos sobre o tema, entre elas o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Conheça a avaliação dos especialistas entrevistados nesta reportagem sobre os desdobramentos das discussões sobre o clima, no Brasil e no mundo, e suas expectativas em relação aos resultados da reunião realizada na Dinamarca.

“O pessimismo em relação a um possível fracasso da conferência de Copenhague deu lugar a um otimismo moderado em relação a um acordo político com metas de corte de emissões. Ao mudar sua posição histórica e propor uma meta voluntária de redução das emissões dos gases de efeito estufa, o Brasil e em seguida os Estados Unidos e a China abriram caminho para uma nova esperança”, avalia Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe e secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Lula e o Fórum do Clima

Presidente Lula participa de reunião do Fórum do Clima

Historicamente, a diplomacia brasileira sempre se recusou a adotar qualquer tipo de meta, baseada na premissa de que o país não pode prejudicar seu desenvolvimento, que é assimétrico em relação ao dos países industrializados. Mas foi o próprio presidente Lula quem virou o jogo ao convocar mais uma reunião com Luiz Pinguelli Rosa, em agosto deste ano. Convencido de que todos os países – ricos ou pobres – têm contribuição a dar, o presidente incumbiu mais uma vez o secretário executivo do Fórum de consultar os setores da sociedade para recolher opiniões com vistas à reunião de Copenhague.

“Fizemos reuniões com todos os 14 fóruns estaduais, com entidades ligadas à questão das cidades, com o setor de silvicultura, com centrais sindicais e com o fórum dos governadores da Amazônia, reunido em Manaus”, conta Neilton Fidelis. Da última reunião presidencial do Fórum, no dia 9 de novembro, participaram desde ativistas da campanha TicTac (cuja mensagem é: “O mundo quer um acordo pra valer”) a representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Isso, diz Fidelis, confirma a posição do Fórum de ser aberto a contribuições de qualquer cidadão interessado no tema.

Foi assim que, mantidos o princípio da responsabilidade diferenciada e o conceito de emissões históricas, o Brasil mudou de posição e deve anunciar, em Copenhague, ações voluntárias para cortar quase 40% de suas emissões até 2020 (em relação ao crescimento tendencial), sendo 20% pela redução do desmatamento da Amazônia em 80%, como está no Plano Nacional sobre Mudança do Clima.

“Ao longo destes últimos anos, o Fórum saiu do anonimato, ganhou a sociedade, tornou públicas as discussões sobre o clima e criou capilaridade”, diz Neilton Fidelis.

Segundo Luiz Pinguelli Rosa, outra importante contribuição do Fórum foi acabar com os impasses semânticos que muitas vezes bloqueavam as negociações diplomáticas, assumindo um linguajar mais claro.

Professor do Programa de Planejamento Energético (PPE), membro do IPCC e orientador de várias teses sobre a questão do clima defendidas nos últimos anos, Roberto Schaeffer concorda que o papel do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas foi crucial no sentido de fazer ouvir a voz de outros segmentos da sociedade:

Prof. Roberto Schaeffer

As expectativas em relação aos possíveis resultados da Conferência do Clima de Copenhague eram muito baixas. Os Estados Unidos haviam acabado de votar um projeto de lei de redução de emissões na Câmara de Deputados, mas não houve tempo de votá-la no Senado e o país parecia não poder se comprometer com meta alguma. O mundo todo já estava trabalhando com um cenário em que decisões importantes teriam de ser postergadas para maio/junho de 2010 ou até mesmo para a COP-16, no México. Essa expectativa foi corroborada por uma reunião entre Estados Unidos e China, que esperavam um acordo meramente político. A grande surpresa foi a reversão dessa expectativa, e o Brasil teve um papel fundamental nisso.

Para Schaeffer, a principal explicação para essa mudança de postura foi a politização da questão no próprio país: o Ministério do Meio Ambiente (MMA) ganhou proeminência com a ênfase dada à questão do clima pelo ministro Carlos Minc e sua equipe.

A Secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Suzana Kahn Ribeiro, professora do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe, faz parte dessa equipe. Vice-presidente do Grupo de Trabalho 3 do IPCC, Suzana contribuiu efetivamente na formulação da proposta que está sendo apresentada em Copenhague pelo governo brasileiro e integra a delegação oficial na reunião da Dinamarca. Experiência em negociações sobre o tema não lhe falta: coordenou, com um colega do Japão, o capítulo dedicado aos transportes no 4º Relatório de Avaliação do grupo de Trabalho 3 do IPCC, publicado em maio de 2007.

A fonte do clima na Coppe

Para que o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas assumisse um papel protagonista, ele tem sido regularmente municiado com projetos e estudos produzidos em outros espaços de reflexão. Na Coppe, o embrião das discussões e estudos sobre as mudanças do clima foi o Programa de Planejamento Energético (PPE). O Programa tem contribuído há mais de duas décadas com produção de conhecimento sobre o tema e, mais recentemente, colaborado com propostas de mitigação e adaptação, por meio de estudos realizados por professores e pesquisadores, além de dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas pelos alunos.

“O PPE é a ‘célula-mãe’ de vários outros centros de estudos criados de lá para cá, dentro e fora da instituição, que têm por foco as mudanças climáticas”, afirma Pinguelli.

O Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), criado no ano 2000, é um exemplo desse desdobramento. Multidisciplinar e virtual, o Ivig articula instituições no Brasil e no exterior com governos e empresas e trabalha em três grandes linhas relacionadas às transformações globais: mudanças climáticas globais; mudanças de paradigmas; inovações tecnológicas e mudanças institucionais no setor de energia.

Segundo Marcos Freitas, professor do PPE da Coppe e coordenador do Ivig, princípios que hoje já se tornaram correntes – como a dimensão ética na questão do clima e da responsabilidade histórica dos países que puderam se desenvolver sem restrições ao longo de quase três séculos – foram formulados em teses de doutorado defendidas no Programa e em estudos realizados por pesquisadores do Ivig.

Centro Clima

Cada vez mais, a universidade precisará capacitar profissionais e especialistas para formular os cenários e modelos que servem de base para enfrentar os problemas decorrentes do aquecimento global, como os inventários de emissões de gases do efeito estufa. O Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima), da Coppe, um dos “filhotes” gerados pelo PPE, já fez os inventários de gases de efeito estufa da cidade do Rio de Janeiro, do Estado do Rio e da cidade de São Paulo. Além disso, está elaborando o projeto Siderurgia Verde, para o estado de Minas Gerais.

Com mais de 40 estudos e projetos que subsidiaram dissertações de mestrado e teses de doutorado, além de livros, artigos e trabalhos apresentados em congressos, o Centro Clima ajuda na elaboração dos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e de estudos para o secretariado da Convenção do Clima. Também contribuiu para a elaboração do inventário nacional de gases de efeito estufa do setor energético.

Ações voluntárias de mitigação

Logo depois do anúncio dos resultados de Copenhague, os países terão de começar a trabalhar para cortar as emissões. No caso do Brasil, a questão é como pôr em prática o prometido esforço voluntário (emissões entre 36% e 39% abaixo das previstas para 2020, se mantida a tendência atual).

Diversas ações – as chamadas Namas (sigla em inglês de nationally appropriate mitigation actions) – podem contribuir para evitar emissões de gases de efeito estufa pelo Brasil. Os especialistas da Coppe apontam entre elas o programa de redução do desmatamento na Amazônia e no cerrado; o reflorestamento para produção de carvão vegetal de origem renovável, a ser utilizado no setor siderúrgico em substituição ao coque e ao carvão mineral (“siderurgia verde”); medidas de eficiência energética; expansão da produção e uso de biocombustíveis e de energia elétrica a partir de fontes renováveis.

Economia do clima: quem paga a conta?

Segundo Emilio La Rovere, professor do PPE e também membro do IPCC, a questão mais importante no debate em Copenhaque é: quem paga a conta? Até que ponto os países industrializados se comprometerão financeiramente com metas que impeçam que a temperatura global aumente mais do que 2ºC até o fim do século? Um dos maiores desafios da COP 15 é a definição de um pacote financeiro para permitir que os países desenvolvidos invistam em nações emergentes, tanto para compensar emissões, por meio do mercado de carbono, como para ajudar na redução efetiva, por meio de ações como corte de desmatamento e transferência de tecnologia.

Uma das principais propostas é um fundo de emergência com aproximadamente US$ 10 bilhões, para permitir a países como o Brasil e a China a implementação imediata de seus planos de mitigação de emissões de gases de efeito estufa, sem esperar até 2012, quando termina o primeiro período do Protocolo de Kyoto, para começar a agir. Os Estados Unidos estariam prontos para financiar o fundo fast-track – como tem sido chamado o mecanismo financeiro de emergência.

Pequena a conta não é. Segundo o estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, coordenado pela pesquisadora Carolina Dubeux, da Coppe, o país pode perder entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões até 2050, caso nada seja feito para reverter os impactos das mudanças climáticas. Do estudo – uma espécie de “relatório Stern” para o Brasil – também participaram os professores Roberto Schaeffer e Emilio La Rovere, todos do PPE da Coppe. O trabalho, divulgado em fins de novembro, foi realizado por uma grande equipe interdisciplinar, envolvendo, além da Coppe/UFRJ, outras instituições de pesquisa como USP, Unicamp, Embrapa, Inpe, Fiocruz, FBDS, Ipam, Ipea e Fipe.

Ações de adaptação: Baixada Fluminense e zona costeira do Rio de Janeiro

Os professores Paulo Canedo, do Programa de Engenharia Civil, e Paulo Rosman, do Programa de Engenharia Naval e Oceânica, apontam adaptações necessárias para prevenir Baixada Fluminense e zona costeira das consequências dos fenômenos extremos previstos pelo IPCC. Saiba mais sobre as ações de adaptação às mudanças climáticas na Baixada Fluminense e na zona costeira do Rio de Janeiro em matéria do Planeta Coppe.

Texto: Kristina Michahelles (jornalista colaboradora)

Conheça mais sobre os estudos e as unidades da Coppe citados na matéria acessando os links a seguir.

Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

Plano Nacional sobre a Mudança do Clima

Centro Clima

Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig)

Estudo sobre Economia do Clima

Título: Ensino Híbrido: Desafios e perspectivas nas engenharias e no ensino básico
Coordenador: MARCELLO LUIZ RODRIGUES DE CAMPOS
Contato do coordenadorcampos@smt.ufrj.br

Resumo: A pandemia da COVID-19 impôs uma transição drástica do modelo padrão de ensino, para aulas estritamente virtuais, e tem exigido um grande esforço para preparar e oferecer cursos aos alunos, seja no ensino universitário ou no ensino básico, pois poucos estavam preparados para lidar com as tecnologias de ensino online. Passados meses após o isolamento, não tem sido trivial a transição do presencial para o virtual, principalmente na manutenção da qualidade das disciplinas oferecidas neste novo formato. Uma lição foi aprendida neste processo: é necessário investir de forma permanente na implementação de tecnologias inovadoras/eficientes no melhoramento dos processos de ensino e aprendizagem. Neste sentido, este projeto visa a dar apoio à rede pública de ensino, seja no âmbito do ensino básico ou do ensino de engenharia em outras universidades, no Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é o desenvolvimento de recursos e cursos em formato híbrido, incorporando técnicas de aprendizado ativo, sala de aula invertida, multimodalidade, etc.

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TítuloEscola Piloto em Engenharia Química Prof. Giulio Massarani
Coordenador: HENRIQUE POLTRONIERI PACHECO
Contato do coordenadorpacheco.h.pacheco@gmail.com e helen@peq.coppe.ufrj.br

Resumo: A Escola Piloto Presencial (EPP) em Engenharia Química surgiu em 1993, no PEQ/COPPE, e é uma ferramenta de atualização e de educação continuada, bastante útil para professores de ensino médio e de graduação, mas também muito procurada por estudantes e técnicos, além de empregados da indústria em geral. Nesta proposta da EPP desta edição serão oferecidos 10 módulos: TÉCNICAS AVANÇADAS DE CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS (DIVIDIDA EM 10 SUB-MÓDULOS) ensina técnicas de ponta para caracterização de diversos de tipos de materiais, discutindo o fundamento das técnicas e exemplificando com dados reais. Os módulos são: Módulo 1: Técnicas espectroscópicas (FTIR, DRIFTS, RAMAN e UV-Vis) Módulo 2: Ressonância magnética nuclear (RMN) Módulo 3: Difração de raios x (DRX) Módulo 4: Espectrômetro de Massas e Redução à Temperatura Programada (MS e TPR) Módulo 5: Cromatografia por permeação em gel (GPC) Módulo 6: Análises de tamanho de gotas e partículas Módulo 7: Técnicas cromatográficas gasosa e líquida – Uma visão de Troubleshooting Módulo 8: Elementos de caracterização de petróleo Módulo 9: Análises térmicas – TGA, DSC e DMA Módulo 10: Biotecnologia no Cotidiano.

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TítuloLaboratório de Informática e Sociedade – LabIS
Coordenador:  HENRIQUE LUIZ CUKIERMAN
Contato do coordenadorhcukier@cos.ufrj.br e lealsobral@cos.ufrj.br

Resumo: O LabIS veio se configurando ao longo de uma caminhada que remonta aos trabalhos e investigações da linha de pesquisa em Informática e Sociedade (IS) do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC) da COPPE/UFRJ. Uma linha de pesquisa há tempos em busca de um Brasil ainda por inventar, movida pelo desejo de compreender a realidade brasileira para colaborar com a construção de um país mais justo e equânime. Trabalhamos com a produção de software de acessibilidade (LibrasOffice), jogos educativos (Damática), bancos comunitários (Mumbuca e Preventório) e oferecemos cursos de programação para estudantes da rede pública do ensino médio.

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TítuloLetramento de Jovens, Adultos e Idosos da COPPE/UFRJ
Coordenador: DENISE CUNHA DANTAS
Contato do coordenadorddantas@oceanica.ufrj.br

Resumo: O Letramento de Jovens, Adultos e Idosos da COPPE/UFRJ é um projeto aberto a todo aquele que não é alfabetizado e aquele que não teve acesso ou não concluiu os estudos no Ensino Fundamental na idade escolar referente. Foi criado em 2005 pela Assessoria de Desenvolvimento Social da COPPE, a partir de uma pesquisa com os servidores e trabalhadores terceirizados que atuavam em atividades de limpeza e serviços gerais. A pesquisa foi ampliada para outras unidades e setores da Universidade. Hoje o Projeto tem como aluno servidores da UFRJ e terceirizados que, em sua maioria, trabalham no Centro de Tecnologia, e cidadãos moradores do entorno da Ilha do Fundão, principalmente da Vila Residencial e do Complexo da Maré. As aulas são ministradas no Centro de Tecnologia para as turmas de Letramento Básico, Intermediário e Avançado. E acontecem de segunda a sexta feira, de 15 às 16:30 horas.

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TítuloPolímeros para o setor de petróleo e gás – Aditivos
Coordenador: TAISSA ZANGEROLAMI LOPES RODRIGUES
Contato do coordenadortaissazl@yahoo.com.br e elucas@metalmat.ufrj.br

Resumo: A ação contempla aulas teóricas e demonstrativas e obtenção, caracterização e propriedades em solução dos polímeros, além de suas aplicações como aditivos na indústria do petróleo.

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TítuloPolímeros: aplicações e uso consciente
Coordenador: ARIANE DE JESUS SOUSA BATISTA
Contato do coordenadorariane.pent@gmail.com e ariane@pent.coppe.ufrj.br

Resumo: A reciclagem de plásticos é um tema importante, visto que mais de 60% de todo plástico produzido já virou resíduo e apenas 9% foi reciclado em todo mundo. No Brasil os dados são ainda mais alarmantes. O relatório apresentado pelo WWF recentemente afirma que o Brasil é o quarto maior produtor de resíduos plásticos do mundo e recicla menos de 2% desse montante. Contudo, políticas de reciclagem e educação ambiental ainda são precárias e pouco divulgadas, e a disseminação de informações que tornam os plásticos vilões fazem com que o banimento desses materiais seja cada vez mais desejável. No entanto, vale lembrar que os plásticos são polímeros de alto valor agregado, baixo custo de produção e muito versáteis, e quando reciclados podem ser reinseridos na cadeia produtiva, possibilitando a produção de novos materiais, além de alavancar o setor energético. Dessa forma esse projeto visa instruir e incentivar alunos de escolas públicas e privadas a serem multiplicadores dos conceitos de reciclagem em suas escolas, famílias e comunidade. Onde palestras e atividades lúdicas serão realizadas, de forma virtual, incentivando o descarte correto ou reutilização de resíduos plásticos, evitando que esses resíduos sejam descartados em lugares impróprios.

Site onde os trabalhos realizados pelo projeto de extensão são divulgados
Instagram do Grupo EngePol (PEQ/COPPE/UFRJ), onde todos os nossos trabalhos e laboratórios são divulgados, inclusive os do projeto de extensão

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TítuloPrograma de Incubação de Empreendimentos Populares – Inovação Social dos Processos de Incubação de EES
Coordenador: AMANDA FERNANDES XAVIER PEDROSA
Contato do coordenador: amandaxavier86@gmail.com

Resumo: A ITCP/COPPE vem atuando, desde a sua criação, no apoio aos Empreendimentos Populares. Desenvolve ações que vão de encontro às necessidades das classes populares e dos setores informais, que historicamente ficam à margem das ações sociais desenvolvidas pelo Estado. Hoje novas técnicas e ferramentas são requeridas para enfrentar os novos desafios que se apresentam. Esta proposta visa investigar metodologias inovadoras de incubação, que propiciem o aperfeiçoamento das atividades dos empreendimentos incubados, dando continuidade às ações desenvolvidas pela ITCP/COPPE. A implantação das novas metodologias desenvolvidas permitirá melhorar a qualidade dos Empreendimentos Econômicos Solidários – E. Site da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – ITCP/COPPE/UFRJ 

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TítuloEspaço COPPE Miguel de Simoni
Coordenador: CLAUDIA MARIA LIMA WERNER
Contato do coordenador: werner@cos.ufrj.br

Resumo: A atividade central deste projeto é a visitação guiada a exposição do Espaço COPPE, realizada predominantemente por estudantes do Ensino Médio da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os grupos de estudantes realizam as visitas acompanhados por professores das escolas de origem. O ambiente dos espaços de divulgação científica e tecnológica, como o Espaço COPPE, pode proporcionar elementos-chave de fomento à motivação intrínseca do aprendizado – por exemplo: construção de significado pessoal, tarefas desafiadoras, colaboração e sentimentos positivos sobre os esforços realizados e, portanto, são potenciais indutores da formação de vínculos novos, por vezes mais intensos. Site do Espaço COPPE  

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TítuloSISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE (SGQ) e MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG) PARA SERVIDORES PÚBLICOS – DEFESA
Coordenador: EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS
Contato do coordenadoreduardo.oliveira@adc.coppe.ufrj.br e karina.andrade@adc.coppe.ufrj.br

Resumo: O Curso tem por objetivo a elaboração, implantação, manutenção, melhoria contínua e auditorias internas de sistemas de gestão da qualidade segundo requisitos das normas NBR-ISO:9001 e implantação de boas práticas de gestão segundo os critérios definido no Modelo de Excelência em Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). O curso está vinculado ao Programa FORMAÇÃO CONTINUADA DE SERVIDORES PÚBLICOS.

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TítuloSISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE (SGQ) e MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG) PARA SERVIDORES PÚBLICOS GERAIS E UFRJ
Coordenador: EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS
Contato do coordenadoreduardo.oliveira@adc.coppe.ufrj.br

Resumo: O Curso tem por objetivo a elaboração, implantação, manutenção, melhoria contínua e auditorias internas de sistemas de gestão da qualidade segundo requisitos das normas NBR-ISO:9001 e implantação de boas práticas de gestão segundo os critérios definido no Modelo de Excelência em Gestão (MEG-TR) preconizada pela SEGES do Ministério de Economia). O curso está vinculado ao Programa FORMAÇÃO CONTINUADA DE SERVIDORES PÚBLICOS.

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TítuloUBUNTU.lab – Programa de inovação aberta em cidades inteligentes para a redução da desigualdade racial no Rio de Janeiro

Coordenador: MATHEUS HENRIQUE DE SOUSA OLIVEIRA
Contato do coordenadormatheusoli@hotmail.com

Resumo: O Projeto BRA/15/010 – Fortalecimento e Expansão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial é uma ação entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de descentralizar as políticas públicas de igualdade racial e fortalecer e expandir o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). A Fundação COPPETEC foi uma das entidades selecionadas através do projeto U.lab para apresentar a prefeitura do Rio de Janeiro um laboratório de inovação governamental a ser replicado como política de promoção da igualdade racial no âmbito de implementação do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Município desenvolvido pelo Escritório de Planejamento da Secretaria Municipal da Casa Civil (EPL). No âmbito do Sinapir, o presente projeto tem o objetivo de entregar ao município do Rio de Janeiro, um programa de inovação governamental que coloca o jovem negro como protagonista da tecnologia capaz de promover o bem-estar no seu dia a dia.

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TítuloUnidade de Suporte à Inovação Social – USIS
Coordenador:  CARLA MARTINS CIPOLLA
Contato do coordenadorcarla.cipolla@ufrj.br

Resumo: A atividade apoia inovações sociais como chave para o desenvolvimento. O USIS/ UFRJ – Unidade de Suporte à Inovação Social – nasceu do projeto LASIN – Latin American Social Innovation Network -, financiado pela Comissão Europeia, com o propósito de implementar um modelo de envolvimento Universidade/comunidade, baseado na combinação de atividades curriculares e extra-curriculares, materiais e instrumentos de aprendizagem, treino prático, oficinas e mentorias para reforçar as ligações da universidade com o ambiente social mais amplo (Grupos comunitários, ONGs e/ou OSCIPS, Organizações governamentais, empresas e escolas) com metodologia própria desenvolvida por LASIN.

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Título“TÁ” LIGADO?! MINHA CÂMERA NA MÃO E UMA IDEIA NA CABEÇA – A LINGUAGEM AUDIOVISUAL COMO LIVRE EXPRESSÃO NA CONSTRUÇÃO DIALÉTICA NO ESPAÇO ENTRE A UNIVERSIDADE, A ESCOLA E A SOCIEDADE
Coordenador:  ANDREA MARIA DO NASCIMENTO SILVA
Contato do coordenadorandreanascimento@cos.ufrj.br

Resumo: Todos nós da comunidade acadêmica e escolar tivemos que nos adaptar à utilização de soluções tecnológicas para nos comunicar, socializar e nos relacionar durante o período de pandemia para reproduzir a rotina de uma sala de aula. Com isso, a linguagem audiovisual e o uso de dispositivos portáteis, como smartphones e tablets, que já era uma realidade muito presente em nossa vida, de repente, se tornou fundamental. Essa proximidade foi uma grande motivação que trouxe a memória da frase emblemática do cineasta Glauber Rocha – Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça – que inspirou o título deste projeto e que nos faz compreender que atualmente a nossa práxis gira em torno dessa máxima que representa nosso atual cenário social nos hábitos de registrar e compartilhar nossas imagens, nossos áudios, nossos vídeos, seja de forma direta ou indiretamente nas redes sociais. Portanto, este projeto visa atender a uma demanda técnica para auxiliar a produção de conteúdo de divulgação de pesquisas, trabalhos escolares, vídeo aulas, entre outros, de forma que o público participante do projeto conheça detalhes da composição audiovisual. Enfatizar o uso da linguagem audiovisual para acesso ao conhecimento e para a troca de saberes, uma comunicação dialética onde é importante não só transmitir o conhecimento gerado na universidade mas também possibilitar que a sociedade contribua com o seu olhar, seu fazer, sua crítica.

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TítuloApoio às Micro e Pequenas Empresas do estado do Rio de Janeiro para o desenvolvimento de trajetórias econômicas sustentáveis
Coordenador: AMANDA FERNANDES XAVIER PEDROSA
Contato do coordenadoramandaxavier86@gmail.com

Resumo: As MPE compõe 92% das empresas do Estado do Rio de Janeiro (RJ) e são responsáveis por mais de 50% dos empregos formais (Brasil, 2020). No entanto, as MPE enfrentam enormes desafios, sobretudo pela amplitude da atual crise sanitária, econômica e social (CNI, 2021; SEBRAE, 2020), colocando em evidencia o modelo econômico dominante, centrado na produção em massa de bens materiais e de performance financeira (Fernandes et al., 2021; Lima & Dias, 2020). Nesse sentido, esse projeto se fundamenta na perspectiva da Economia da Funcionalidade e da Cooperação (EFC), que tem como proposta fornecer soluções integradas de bens e serviços a partir da cooperação entre diferentes atores territoriais, abandonando a noção de escalabilidade e desenvolvendo novos modelos de governança de empresas e territórios (Du Tertre et al., 2019). Essa abordagem interacionista permite um menor consumo de recursos naturais e a renovação do vínculo social, criando resiliência para as relações econômicas, tão fragilizadas diante do cenário atual (Xavier et al., 2021; Roman et al., 2020). Este projeto visa apoiar as Micro e Pequenas Empresas do estado do Rio de Janeiro no desenvolvimento de trajetórias econômicas sustentáveis, criando impacto direto na sociedade e na comunidade científica. Para tanto, visa a formação, acompanhamento e intervenção de dirigentes de empresas para transição de modelo econômico a partir do Modelo da Economia da Funcionalidade e da Cooperação.

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