Coppe apresenta pesquisas sobre moedas sociais e inovação monetária na RAMICS
Planeta COPPE / Engenharia de Sistemas e Computação / Notícias
Data: 25/06/2026

As moedas sociais digitais vêm impulsionando o desenvolvimento local em diversas cidades brasileiras e ganham destaque como um campo emergente de pesquisa em inclusão financeira, economia solidária e inovação.
Na Coppe/UFRJ, o tema vem sendo estudado há anos por pesquisadores do Laboratório de Informática e Sociedade (LabIS), do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC). Parte dessa produção foi apresentada na 8ª Conferência Internacional da Research Association on Monetary Innovation and Community and Complementary Currency Systems (RAMICS), realizada entre 8 e 12 de junho, no Rio de Janeiro.
No Brasil, há cerca de 180 iniciativas de moedas sociais mapeadas, desde a experiência pioneira do Banco de Palmas, fundado em 1998, em Fortaleza (CE), com destaque para outras como no estado do Rio de Janeiro, incluindo Mumbuca (Maricá), Araribóia (Niterói) e Saquá (Saquarema). Essas iniciativas vêm sendo analisadas pela Coppe a partir de seus efeitos na circulação de renda, na inclusão financeira e no fortalecimento das economias locais.

Na conferência, os trabalhos apresentados refletiram diferentes dimensões dessa agenda. O professor Luiz Arthur Faria, do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC), destacou estudos sobre a expansão das moedas sociais, os desafios da digitalização e os modelos de governança dessas plataformas.
Segundo ele, a transição para o ambiente digital amplia as possibilidades de análise e gestão, mas também traz novos desafios de acesso, governança e apropriação tecnológica. Ele também ressaltou o potencial do uso de dados e da ciência de dados participativa para apoiar políticas públicas e futuras implementações de moedas sociais em comunidades e municípios.
A Coppe também esteve representada pela professora Carla Cipolla, do Programa de Engenharia de Produção (PEP), que apresentou um estudo sobre o uso de ferramentas de design de serviços para analisar a experiência de uso de moedas digitais baseadas em blockchain, com foco em governança, transparência e acesso a dados.
Criada em 2015, a RAMICS reúne pesquisadores e gestores de diversos países dedicados ao estudo de moedas complementares e comunitárias, e de inovação monetária. A realização da conferência no Rio de Janeiro reforça o protagonismo brasileiro nesse campo e marca a segunda edição do evento no país, após a primeira ter sido realizada em 2015, em Salvador.
