Por que Engenharia
A Coppe/UFRJ convida a todos, em especial alunos do ensino médio e de graduação, a conhecerem alguns de seus projetos mais emblemáticos, com o objetivo de promover e despertar o interesse pela Engenharia e seus diversos campos do conhecimento. Esta iniciativa visa não apenas apresentar as possibilidades dessa área, mas também inspirar as novas gerações a seguirem carreiras que podem transformar o mundo.
Ser engenheiro(a) exige mais do que conhecimento técnico. Engenheiros são solucionadores de problemas e inovadores. Eles combinam criatividade, tecnologia e habilidades de resolução de problemas para enfrentar os maiores desafios da sociedade atual. Além disso, precisam compreender as pessoas e as comunidades com as quais interagem. A Engenharia, portanto, é uma profissão que vai além das máquinas e cálculos — ela se trata de impactar positivamente o mundo ao nosso redor.
E a boa notícia é que existem diversas áreas da Engenharia para aqueles que desejam fazer a diferença. Seja desenvolvendo novas fontes de energia, criando órgãos artificiais, projetando circuitos eletrônicos, inovando na tecnologia aeroespacial ou trabalhando para combater as mudanças climáticas — as possibilidades de pesquisa e atuação são ilimitadas. Com a formação em Engenharia, você pode contribuir para a construção de um futuro melhor.
O evento de extensão Por que Engenharia é organizado pela diretoria de Extensão e idealizado pelo vice-diretor da Coppe, professor Marcello Campos, reforçou a importância de desmistificar a ideia de que inovação tecnológica é exclusividade de instituições estrangeiras como Stanford ou MIT: “A UFRJ faz isso. A universidade pública brasileira forma profissionais e desenvolve tecnologias. Não precisamos de um complexo de vira-latas. Com menos recursos, fazemos até trem voar!”
A inspiração para o projeto veio das Christmas Lectures, promovidas pela Royal Institution desde 1825, que visam tornar a ciência acessível ao público jovem. Marcello espera que iniciativas como essa incentivem alunos do ensino médio a ingressarem na Escola Politécnica da UFRJ e, mais tarde, a avançarem para mestrados e doutorados na Coppe.
Seguindo essa tradição, a série da Coppe/UFRJ visa incentivar os estudantes, especialmente os de escolas públicas, a se interessarem pelas carreiras STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). “Quem sabe nossas palestras também se tornem uma tradição, motivando os alunos a escolherem a Engenharia e a verem a Coppe/UFRJ como uma instituição de excelência, desenvolvendo projetos de impacto internacional”, afirma o vice-diretor da Coppe, professor Marcello Campos.
“A ciência precisa chegar à sociedade. Precisamos acreditar na ciência feita aqui, no potencial das universidades públicas do Brasil”, concluiu Marcello.
Melhores Momentos
Edições

Despertar o interesse dos jovens pela Engenharia, mostrando suas múltiplas possibilidades de atuação e seu papel na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Esse é o principal objetivo do evento de extensão “Por que Engenharia?”, iniciativa da Coppe/UFRJ que, em sua terceira edição, escolheu como tema “A energia que nasce no mar”, com foco na Engenharia Oceânica.
Realizado durante a Semana Acadêmica e Cultural – Integra, o evento recebeu alunos do ensino médio do Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva e da Escola Técnica Estadual Visconde de Mauá, que participaram de uma aula sobre energias renováveis offshore, ministrada pelo professor Milad Shadman, do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe.
Antes de entrar em sua área de especialidade, o professor apresentou a Engenharia de forma ampla, destacando-a como um campo do conhecimento que reúne matemática, criatividade e tecnologia para resolver problemas do mundo real e transformar ideias em soluções concretas. Para ilustrar o potencial da Engenharia brasileira, Milad citou exemplos emblemáticos como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), com o submarino Riachuelo; o programa de etanol; os aviões da Embraer; e a Usina Hidrelétrica de Itaipu.

O professor também explicou o longo percurso que uma inovação tecnológica percorre — da simulação numérica de uma hipótese científica até o protótipo em escala real, passando por testes em laboratório e pela avaliação de viabilidade econômica, até alcançar o TRL 9, último nível da escala de prontidão tecnológica, quando o produto se mostra competitivo e aceito pelo mercado.
Após a aula, os alunos visitaram o Espaço Coppe, onde puderam conhecer de perto projetos e tecnologias desenvolvidos na instituição, como Fundo Verde, Modelagem Centrífuga e Energias Renováveis e ainda tiveram a oportunidade de participar do Clube de Jogos.

A experiência reforçou o papel da Universidade na aproximação com a educação básica e no estímulo às vocações científicas e tecnológicas.

Você já parou pra pensar quem cria os drones que sobrevoam o céu, os robôs que exploram o fundo do mar ou os sistemas que tornam as cidades mais inteligentes? A resposta está na engenharia — a área que conecta criatividade, ciência e tecnologia para transformar o mundo em que vivemos.
Foi com esse espírito que cerca de 100 estudantes do ensino médio lotaram o auditório da Coppe/UFRJ, nesta quinta-feira, 3 de julho, para participar da segunda edição do evento “Por que Engenharia?”. O objetivo? Despertar a curiosidade, inspirar trajetórias e mostrar que a engenharia está em tudo — até onde a gente menos imagina.
Alunos da Faetec, do Cefet e até do ensino fundamental, participantes do programa Forças no Esporte, da Marinha do Brasil, mergulharam no universo das máquinas inteligentes, dos drones autônomos e da lógica por trás dos sistemas tecnológicos mais avançados.
Robôs que erram (e ensinam!)
De forma leve e divertida, o professor Alessandro Jacoud, do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, mostrou os bastidores do desenvolvimento de robôs e drones reais, criados pelo grupo GSCAR (Grupo de Simulação e Controle em Automação e Robótica).
Ao contrário do que muita gente pensa, os robôs nem sempre funcionam de primeira. Jacoud contou histórias de falhas inesperadas e como é justamente na investigação dos erros que mora o aprendizado. Afinal, a engenharia é feita de testes, hipóteses, tentativas — e soluções criativas.
Durante a apresentação, os alunos também foram desafiados a identificar um erro em construções geométricas — e toparam o desafio com entusiasmo. Foi uma aula prática de como a lógica, a atenção e a coragem de errar são fundamentais para quem quer inovar. Jacoud, que já sonhou em construir helicópteros, falou com paixão sobre a importância de envolver os jovens desde cedo com a ciência. E mais: que visitas a laboratórios e programas de extensão como este são portas de entrada para mentes inquietas e criativas que desejam mudar o mundo.

Engenharia que voa alto
No palco — ou melhor, no gramado — três drones ganharam vida diante dos olhos atentos dos estudantes que acompanham as demonstrações no Grêmio da Coppe. Criados para atuar em situações reais, como monitoramento de oceanos, túneis subterrâneos e ambientes industriais, os projetos dos robôs Luma, Doris, Rosi, Heads e do drone Ariel mostraram que engenharia também é imaginação em ação.
Eventos como o “Por que Engenharia?” revelam o poder que a ciência tem de fascinar, mobilizar e transformar trajetórias.

Na estreia, alunos do Cefet-Rio (campus Maria da Graça) e do Colégio Pedro II participaram de uma aula conduzida pelo professor Richard Stephan, do Programa de Engenharia Elétrica, sobre o MagLev-Cobra, um trem de levitação magnética desenvolvido pela Coppe.
Com uma abordagem dinâmica e interativa, o professor Richard apresentou a trajetória do MagLev-Cobra, desde o conceito inicial até o protótipo em escala real, explicando os avanços tecnológicos do projeto e os desafios enfrentados em cada nível de prontidão tecnológica (Technology Readiness Level, ou TRL).
“Cada degrau do TRL (nível de prontidão tecnológica, escala criada pela Nasa e que vai de 1 a 9, indicando quão pronta para o mercado está uma nova tecnologia) é mais difícil de galgar. Isso é legal na Engenharia, cada passo é um novo desafio. A vida do engenheiro nunca é chata, nunca é desinteressante”, explicou, incentivando os jovens a considerarem a carreira como uma oportunidade de criar impacto social e tecnológico.

O professor Richard foi enfático ao lembrar que o desenvolvimento social está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento tecnológico: “Não existe desenvolvimento social sem Engenharia. No Brasil, temos um déficit de engenheiros e um excesso de advogados. Na China e na Coreia do Sul, países que alcançaram rápido desenvolvimento, a realidade é inversa. A saída do Brasil não é o Galeão, é a Engenharia!”
Após a palestra, os alunos conheceram outros projetos inovadores, como o Icarus UFRJ (equipes de competição de automobilismo) e o Minerva Aeroespacial, (voltado para foguetes e satélites). Em seguida, foram levados à estação experimental do MagLev-Cobra, onde puderam ver de perto a tecnologia em ação.
A primeira edição do evento ocorreu no dia 29 de novembro de 2024.
