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/Avanço do MagLev-Cobra depende de financiamento para protótipo industrial

Às vésperas de completar seis anos de sua inauguração, o protótipo MagLev-Cobra será desativado, após ter transportado mais de 20 mil passageiros ao longo da linha experimental que liga o Centro de Tecnologia 1 ao Centro de Tecnologia 2, na Cidade Universitária. A falta de recursos, agravada pela pandemia, levou a essa decisão. No entanto, o projeto de trem de levitação magnética desenvolvido na Coppe/UFRJ segue em busca de investimentos para galgar novas etapas em seu amadurecimento tecnológico.

 

Na avaliação do professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, Richard Stephan, coordenador do projeto, a instituição cumpriu o seu papel e foi além. Ele explica que o protótipo chegou ao TRL 7, que é uma escala de maturidade tecnológica, criada pela NASA. A escala varia de 1 a 9, e termina quando o produto está pronto para o mercado. De acordo com o professor, para subir os dois degraus finais é necessária a participação da indústria.

 

“O projeto não morreu, mas este protótipo experimental deu tudo o que podia dar. Ele foi construído de forma artesanal, compatível com a necessidade nessa primeira fase de teste em ambiente externo. Agora, precisamos de um protótipo industrial para avançarmos no amadurecimento da tecnologia. Então, desativá-lo na atual conjuntura apresenta-se como a decisão natural e correta. A propriedade intelectual está garantida por duas patentes já aprovadas, uma terceira na fase final de avaliação, e outras quatro submetidas mais recentemente ao INPI. A grande dor está justamente na dispersão da equipe e na perda dos três funcionários contratados (um engenheiro, um técnico e uma secretária)”, lamenta Richard Stephan.

 

Segundo o professor, há algumas possibilidades de investimentos pela frente e iniciativas estão sendo tomadas com o apoio da diretoria da Coppe. “Mas, infelizmente nada de concreto ainda”, diz. No ano passado, uma proposta de R$ 10 milhões foi submetida à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atendendo ao edital de veículos elétricos, com base na cláusula de P&D (pesquisa e desenvolvimento). Nela estava previsto um novo veículo, que seria produzido pela empresa Aerom