Coppe propõe otimização da rede de eletropostos para destravar a transição energética
Planeta COPPE / Engenharia de Transportes / ODS 11 - Cidades e comunidades sustentáveis
Data: 26/03/2026
[DISPLAY_ULTIMATE_SOCIAL_ICONS]

No Brasil, apenas 0,4% da frota nacional de caminhões é eletrificada, segundo dados da Mirow & Co. Esse baixo índice mostra que a transição energética no transporte de cargas depende não apenas de veículos modernos, mas também de uma infraestrutura de recarga robusta, capaz de atender à demanda das rodovias brasileiras.
Atualmente, dos mais de 12.000 pontos de recarga existentes no país, a maioria é de baixa potência, voltada para veículos leves e localizada em áreas urbanas. Além disso, muitas rodovias não têm acesso a redes de média ou alta tensão, condição necessária para carregadores ultrarrápidos e de alta potência. A ausência de eletropostos públicos com capacidade para caminhões cria um gargalo logístico que limita a eletrificação do transporte de longa distância, reforçando a urgência de soluções estratégicas para expandir a infraestrutura e acelerar a transição energética no setor de transporte de cargas. A eletrificação do transporte de longa distância hoje fica restrita a iniciativas privadas, geralmente limitadas a centros de distribuição para frotas próprias.
Para enfrentar esse desafio, pesquisadores do Laboratório de Otimização e Sistemas de Informações Geográficas (OptGis), do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe, estão desenvolvendo modelos de otimização que indicam onde a nova infraestrutura deve ser instalada. Sob coordenação do professor Glaydston Ribeiro, o estudo cruza a autonomia dos veículos elétricos com as paradas de descanso obrigatórias dos motoristas, garantindo que os caminhões carreguem enquanto os motoristas descansam.
“A rede de transporte existe, mas precisamos de uma rede de alimentação para os eletropostos”, explica Glaydston. “O OptGis calcula onde o sistema elétrico local suporta essa carga extra sem colapsar, fornecendo um mapa técnico para que o poder público saiba onde investir com prioridade.”
Um hub de inteligência para a logística nacional
O avanço dessa pesquisa ganhou novo fôlego com a inauguração das novas instalações do OptGis, no Centro de Tecnologia da UFRJ. Projetado como um hub multidisciplinar, o laboratório reúne pesquisadores de diferentes áreas em um ambiente equipado com servidores de alto desempenho, essenciais para processar modelos de otimização em larga escala.
Com apoio da Faperj e do CNPq, o OptGiz se consolida como o “cérebro” por trás de uma logística nacional mais eficiente e sustentável, fornecendo análises e recomendações que permitem a gestores públicos e empresas privadas tomar decisões estratégicas capazes de acelerar a descarbonização e transformar o transporte de cargas no Brasil.
- Descarbonização
- eletropostos
- Transição Energética
- Transporte de cargas
- Veículos elétricos


















