Tecnologia Patenteada e desenvolvida em parceria pela BioBeads e a Coppe é eleita a melhor do ano no Brasil
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Data: 31/07/2026

Pesquisa desenvolvida em parceria com laboratório da Coppe/UFRJ, transformada em uma tecnologia patenteada e levada ao mercado por uma startup de base tecnológica incubada na instituição, a BioBeads®, conquistou, no dia 27 de julho, o Prêmio Patente do Ano 2026, concedido pela Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).
A tecnologia inovadora patenteada pela UFRJ e BioBeads® promete multiplicar em algumas vezes a proteção solar utilizando os mesmos compostos químicos presentes nos protetores convencionais, mas com uma formulação mais segura para os usuários e para o meio ambiente.
A tecnologia premiada envolve o uso de micro e nanopartículas poliméricas biodegradáveis capazes de potencializar a proteção solar. As partículas podem conter ou não ativos fotoprotetores encapsulados e contribuem para a redução da exposição das pessoas a compostos químicos agressivos e, ao mesmo tempo, evitam a eliminação de resíduos de microplásticos no meio ambiente.
Para Amon Costa, sócio-fundador e responsável pelo Marketing da BioBeads®, o objetivo da empresa é transformar ciência em produtos de alto desempenho e menor impacto ambiental.
“A nossa missão é criar produtos de alta performance, que substituem ingredientes nocivos de origem fóssil por alternativas biodegradáveis e biocompatíveis. Enquanto mitigamos a absorção sistêmica de compostos químicos que fazem mal à saúde do usuário, aumentamos a estabilidade dos compostos fotoprotetores com um efeito que melhora seu desempenho. Como resultado, temos uma total otimização da fórmula química, colocando em prática o ditado ‘menos é mais’.”
A trajetória da BioBeads® representa um caminho que a Coppe busca estimular: pesquisas que nascem nos laboratórios, geram conhecimento, tornam-se propriedade intelectual e se convertem em tecnologias com potencial de aplicação pela sociedade e pela indústria.

Fruto de aproximadamente dois anos de pesquisa, a tecnologia foi desenvolvida em colaboração com o Laboratório de Engenharia de Polimerização (Engepol), do Programa de Engenharia Química (PEQ), sob coordenação do professor José Carlos Pinto. O conhecimento gerado ao longo desse período de colaboração foi protegido por patente pela BioBeads®, startup residente na Incubadora de Empresas da Coppe, responsável pelo desenvolvimento e pela inserção comercial da solução no mercado.
A trajetória da tecnologia também demonstra as oportunidades de carreira abertas aos pesquisadores. Parte da inovação nasceu das pesquisas de mestrado e doutorado das engenheiras Martina Pinto e Luciana Dutra no PEQ e no Programa do Pós-Graduação em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos (EPQB) da Escola de Química. Hoje, ambas atuam como pesquisadoras de pós-doutorado e também são sócias da BioBeads®, ao lado de Rafael Lima, doutorando do EPQB. Integra ainda a equipe técnica a pesquisadora de pós-doutorado do PEQ, Letícia Miranda, também egressa do EPQB. Os quatro e mais o professor José Carlos Pinto são autores da patente premiada.
Além da patente vencedora — intitulada “Micro e nanopartículas poliméricas biodegradáveis e uso destas” —, a BioBeads® já possui outra patente concedida e outras seis tecnologias em processo de proteção intelectual, demonstrando o potencial da pesquisa desenvolvida em parceria com a Coppe para gerar um portfólio contínuo de inovação.
O prêmio confirma que investimentos em pesquisa podem resultar em soluções concretas para desafios da sociedade, fortalecer o ecossistema nacional de inovação e criar novas oportunidades para pesquisadores empreenderem sem abandonar a ciência que deu origem às suas descobertas.


















