Coppe, Shell e Petrobras inauguram laboratório para recuperação avançada no pré-sal

Planeta COPPE / Engenharia Civil / Notícias

Data: 03/12/2018

A Coppe/UFRJ inaugurou nesta quinta-feira, 29 de novembro, o Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo (LRAP). Com investimento de 117 milhões de reais da Shell Brasil e da Petrobras, o laboratório está capacitado para produzir tecnologia que permitirá ao país expandir a fronteira de produção de petróleo, extraindo mais recursos das reservas já exploradas e das que ainda entrarão em operação. A Shell Brasil investiu R$ 107 milhões e a Petrobras R$ 10 milhões neste projeto que faz parte do compromisso de investimentos com P&D, gerenciado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No novo laboratório serão realizadas pesquisas cujo objetivo é investigar e desenvolver técnicas de recuperação avançada aplicáveis a rochas carbonáticas do pré-sal brasileiro. Trata-se de uma nova área de pesquisa, cujos resultados poderão representar bilhões de dólares em royalties e novos investimentos no Brasil.

De acordo com dados da ANP, o fator de recuperação de óleo no Brasil é de 21%. Segundo o professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe, Paulo Couto, coordenador do LRAP, um aumento de apenas 1% na taxa de recuperação das rochas brasileiras poderá representar 11 bilhões de dólares em royalties, gerando um incremento das reservas brasileiras em 22 bilhões de barris, e novos investimentos da ordem de 16 bilhões de dólares.

A cerimônia contou com a presença (na foto, da esquerda para a direita) do presidente da Shell Brasil, André Araújo; do diretor da ANP, Felipe Kury; do decano do Cento de Tecnologia (CT), professor Walter Suemitsu; do Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, Roberto Gambine; do diretor da Coppe, professor Edson Watanabe; do gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Orlando Ribeiro.

O laboratório foi apresentado pelo coordenador do LRAP, professor Paulo Couto. Também participaram das apresentações técnicas a líder do Programa de P&D da Shell Brasil, Frances Abbots; o superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnologia da ANP, Alfredo Renault; a gerente de P&D da Shell Brasil, Jane Zhang ; o gerente de Tecnologia de Hidrocarbonetos da Shell, Martin Kraajiveld; o gerente-executivo de Reservatórios da Petrobras, Cláudio Ziglio; e o professor da Universidade de Heriot-Watt, Mehran Sohrabi .

Centro de excelência mundial na recuperação de poços carbonáticos

“A Coppe/UFRJ e a Universidade Heriot-Watt despontam como pioneiras neste campo”, destaca professor Paulo Couto, coordenador do LRAP

De acordo com o professor Paulo Couto, os equipamentos adquiridos para o laboratório são capazes de operar quaisquer fluidos dos reservatórios localizados em grandes profundidades, sob 700 vezes a pressão atmosférica e até 150º C. “Temos um equipamento único no mundo, uma estufa de escoamento em meios porosos, equipada com scanner de raios-x, que permitirá fazer imagens dinâmicas em alta pressão e alta temperatura do escoamento de petróleo em rochas carbonáticas. Um dado único no mundo, que não existe na literatura, e a Coppe/UFRJ e a Universidade Heriot-Watt despontam como pioneiras neste campo”.

“Contudo, equipamentos de nada servem sem pessoas qualificadas para operá-los. Neste sentido, a colaboração com Universidade Heriot-Watt, iniciada em 2013, foi imprescindível para a formação de recursos humanos. A partir do Centro de Recuperação Avançada de Soluções em CO2, a equipe do LRAP foi treinada na Escócia. A universidade ainda enviou técnicos ao Brasil que nos auxiliaram com os novos equipamentos in loco”, reconhece o professor.

O presidente da Shell, André Araújo, considera importante que parte da riqueza do pré-sal seja investida em pesquisas feitas por brasileiros

Na avaliação do presidente da Shell Brasil, André Araújo, o desenvolvimento de tecnologia é o caminho do futuro, por isso a multinacional investe, anualmente, um bilhão de dólares em pesquisa e desenvolvimento. “A cláusula de P&D faz parte das nossas obrigações com a ANP, mas não temos qualquer problema com isso. Consideramos importante que parte do benefício das riquezas brasileiras seja investida no Brasil, em pesquisas feitas por brasileiros. Está no DNA desta empresa que já tem 105 anos de Brasil”, destaca.

Segundo a gerente de Tecnologia em Reservatórios Carbonáticos da Shell Brasil, Frances Abbots, a recuperação de reservatórios nos campos do pré-sal serão um enorme desafio. “São os mais interessantes e talvez mais difíceis poços de petróleo do mundo. Mas temos os equipamentos necessários e pessoas talentosas. Queremos que o LRAP se torne um centro de excelência mundial na recuperação de poços carbonáticos. E o mais importante para nós é que podermos ajudar no desenvolvimento do talento jovem brasileiro”, enalteceu em ótimo português a geóloga inglesa.

“Queremos que o LRAP se torne um centro de excelência mundial na recuperação de poços carbonáticos”, almeja Frances Abbots

Segundo o gerente-executivo de Reservatórios, da Petrobras, Cláudio Ziglio, ampliar o fator de recuperação é uma atividade crucial para a indústria de petróleo, pois o processo de produção é caro, sobretudo em alto-mar. “O desafio é produzir aquele petróleo difícil, viscoso ou muito pesado, e para isso precisamos de muita pesquisa. Essa parceria será crucial para isso. Há uma curva de aprendizado muito grande pela frente. Cada ponto percentual que conseguirmos será trabalhoso, mas valerá a pena”.

“Eu me sinto orgulhoso por esse laboratório ser fruto do esforço conjunto da academia e da indústria. Ele vai propiciar a formação de uma nova geração de engenheiros. Os alunos poderão trabalhar com soluções reais para problemas do dia a dia da indústria do petróleo, e tudo o que desejo é que venham trabalhar com a gente”, torce Ziglio.

Investimentos de vulto no horizonte do país

“Estamos vivendo um momento mágico”, reconheceu Orlando Ribeiro, gerente do Cenpes

Para o superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnologia da ANP, Alfredo Renault, a inauguração do LRAP é uma evidência de que o Brasil começa a colher frutos da ideia de que as empresas multinacionais deveriam ter compromisso com os projetos de P&D do país. “Parece que isso começa a se consolidar. O efeito dessa cláusula de obrigatoriedade está se espalhando, além do belíssimo trabalho feito pela Petrobras”, avalia Renault. Em sua opinião, o formato interdisciplinar e pluri-institucional da parceria serve de exemplo para que surjam novas iniciativas de sucesso. “Tenho conversado muito com o professor Watanabe sobre formas de alavancar a inovação. Um dos caminhos que vislumbramos é apostar em projetos tripartite universidade/fornecedor/operador”.

Felipe Kury, diretor da ANP, destacou que o cenário é favorável ao investimento em tecnologia e inovação

“Estamos vivendo um momento mágico, de quase alinhamento cósmico, no qual as empresas, ANP e universidade estão com a mesma preocupação: gerar inovação. Aplicar tecnologia gerada nos laboratórios e levar esses resultados a campo com a maior celeridade possível. E incentivar a criação de empresas de base tecnológica, startups”, avalia Orlando Ribeiro, gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

O diretor da ANP, Felipe Kury, mostrou-se entusiasmado com a inauguração do laboratório e também com as perspectivas para o setor de óleo e gás. “Devemos fazer ano que vem a rodada excedente da cessão onerosa. Todos estão ansiosos para que isso aconteça para continuar o calendário de rodadas no pré-sal e áreas de concessão. O contexto se faz muito favorável para que o investimento em pesquisa e inovação se materialize. As empresas estão conseguindo maximizar o seu retorno e o fator de recuperação é muito importante. Um por cento de recuperação já pode gerar investimentos de 18 bilhões de dólares. Na Bacia de Campos, 1% pode adicionar um bilhão de barris em reservas”, explica Kury.

Universidade pública, gratuita, de qualidade e para todos

O pró-reitor, Roberto Gambine, repudiou o preconceito ideológico contra a universidade pública

Representando a Reitoria, o pró-reitor Roberto Gambine elogiou a iniciativa e aproveitou o momento para fazer uma defesa emocionada da universidade pública, que vem sendo desqualificada em um contexto no qual a ignorância de seu significado histórico e importância social lhe faz alvo de preconceito ideológico crescente. “Foi nesta instituição, a Coppe, que foi possível constituir o conhecimento necessário para a exploração do petróleo em águas profundas. Foi nos laboratórios do CCS que foi estabelecida a relação entre a Chikungunya e a microcefalia, e aqui neste momento inauguramos o LRAP. Por isso, aproveito este momento para repelir com veemência este preconceito que considero medieval contra a UFRJ, as universidades públicas e nossos professores. A nossa doutrina é a melhor formação de alunos e a geração de conhecimento. E fazemos isso em condições muito difíceis”, criticou Gambine.

“Quando jovens de qualquer município, de qualquer região do país, são aprovados pelo sistema de seleção unificada, não pensam duas vezes. Pegam suas mochilas, se despedem das famílias e vêm para o Rio de Janeiro. E às vezes perdemos esses jovens por não termos os recursos mínimos para garantir a permanência deles. Esses alunos são exceção no cenário de desgraça social a que muitos são submetidos, e que com muita dificuldade alcançam a universidade pública. São mentes brilhantes e quadros para o futuro que podem ser desprezados porque não podemos garantir alojamento e alimentação. Convido para que saiamos daqui com esse compromisso, de defender a universidade pública gratuita, de qualidade e para todos”, defendeu o pró-reitor.

Um sonho compartilhado

Thiago Saraiva, Santiago Drexler, Thais Silveira, e o professor Paulo Couto

Segundo o professor Paulo Couto, os planos para o laboratório começaram a ser delineados há cinco anos, e nasceram da necessidade de gerar métodos que pudessem melhorar a produtividade dos poços brasileiros, principalmente visando às reservas do pré-sal. “No final de 2012, começamos a discutir o projeto com a indústria, mais especificamente a BG. Em 2013, com apoio fundamental da ANP, esse projeto foi aprovado e teve início em janeiro de 2014. Em 2016, a Shell adquiriu a BG e, desde então, tem dado apoio incondicional.”, relata. O potencial de crescimento do laboratório logo agregou outro parceiro, assim, em 2016, foi celebrado um novo projeto entre a Petrobras e a Coppe, complementando a capacitação do LRAP em petrofísica.

“No começo, éramos apenas quatro: eu, Santiago Drexler, Thiago Saraiva e Thais Silveira. Hoje, somos mais de 50 pessoas. Somos engenheiros civis, engenheiros mecânicos, engenheiros químicos, químicos, geólogos, físicos e geofísicos. Uma equipe verdadeiramente interdisciplinar trabalhando sob rígidas regras de segurança, meio-ambiente e saúde”, orgulha–se o coordenador.

  • Pré-sal

Título: Ensino Híbrido: Desafios e perspectivas nas engenharias e no ensino básico
Coordenador: MARCELLO LUIZ RODRIGUES DE CAMPOS
Contato do coordenadorcampos@smt.ufrj.br

Resumo: A pandemia da COVID-19 impôs uma transição drástica do modelo padrão de ensino, para aulas estritamente virtuais, e tem exigido um grande esforço para preparar e oferecer cursos aos alunos, seja no ensino universitário ou no ensino básico, pois poucos estavam preparados para lidar com as tecnologias de ensino online. Passados meses após o isolamento, não tem sido trivial a transição do presencial para o virtual, principalmente na manutenção da qualidade das disciplinas oferecidas neste novo formato. Uma lição foi aprendida neste processo: é necessário investir de forma permanente na implementação de tecnologias inovadoras/eficientes no melhoramento dos processos de ensino e aprendizagem. Neste sentido, este projeto visa a dar apoio à rede pública de ensino, seja no âmbito do ensino básico ou do ensino de engenharia em outras universidades, no Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é o desenvolvimento de recursos e cursos em formato híbrido, incorporando técnicas de aprendizado ativo, sala de aula invertida, multimodalidade, etc.

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TítuloEscola Piloto em Engenharia Química Prof. Giulio Massarani
Coordenador: HENRIQUE POLTRONIERI PACHECO
Contato do coordenadorpacheco.h.pacheco@gmail.com e helen@peq.coppe.ufrj.br

Resumo: A Escola Piloto Presencial (EPP) em Engenharia Química surgiu em 1993, no PEQ/COPPE, e é uma ferramenta de atualização e de educação continuada, bastante útil para professores de ensino médio e de graduação, mas também muito procurada por estudantes e técnicos, além de empregados da indústria em geral. Nesta proposta da EPP desta edição serão oferecidos 10 módulos: TÉCNICAS AVANÇADAS DE CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS (DIVIDIDA EM 10 SUB-MÓDULOS) ensina técnicas de ponta para caracterização de diversos de tipos de materiais, discutindo o fundamento das técnicas e exemplificando com dados reais. Os módulos são: Módulo 1: Técnicas espectroscópicas (FTIR, DRIFTS, RAMAN e UV-Vis) Módulo 2: Ressonância magnética nuclear (RMN) Módulo 3: Difração de raios x (DRX) Módulo 4: Espectrômetro de Massas e Redução à Temperatura Programada (MS e TPR) Módulo 5: Cromatografia por permeação em gel (GPC) Módulo 6: Análises de tamanho de gotas e partículas Módulo 7: Técnicas cromatográficas gasosa e líquida – Uma visão de Troubleshooting Módulo 8: Elementos de caracterização de petróleo Módulo 9: Análises térmicas – TGA, DSC e DMA Módulo 10: Biotecnologia no Cotidiano.

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TítuloLaboratório de Informática e Sociedade – LabIS
Coordenador:  HENRIQUE LUIZ CUKIERMAN
Contato do coordenadorhcukier@cos.ufrj.br e lealsobral@cos.ufrj.br

Resumo: O LabIS veio se configurando ao longo de uma caminhada que remonta aos trabalhos e investigações da linha de pesquisa em Informática e Sociedade (IS) do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (PESC) da COPPE/UFRJ. Uma linha de pesquisa há tempos em busca de um Brasil ainda por inventar, movida pelo desejo de compreender a realidade brasileira para colaborar com a construção de um país mais justo e equânime. Trabalhamos com a produção de software de acessibilidade (LibrasOffice), jogos educativos (Damática), bancos comunitários (Mumbuca e Preventório) e oferecemos cursos de programação para estudantes da rede pública do ensino médio.

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TítuloLetramento de Jovens, Adultos e Idosos da COPPE/UFRJ
Coordenador: DENISE CUNHA DANTAS
Contato do coordenadorddantas@oceanica.ufrj.br

Resumo: O Letramento de Jovens, Adultos e Idosos da COPPE/UFRJ é um projeto aberto a todo aquele que não é alfabetizado e aquele que não teve acesso ou não concluiu os estudos no Ensino Fundamental na idade escolar referente. Foi criado em 2005 pela Assessoria de Desenvolvimento Social da COPPE, a partir de uma pesquisa com os servidores e trabalhadores terceirizados que atuavam em atividades de limpeza e serviços gerais. A pesquisa foi ampliada para outras unidades e setores da Universidade. Hoje o Projeto tem como aluno servidores da UFRJ e terceirizados que, em sua maioria, trabalham no Centro de Tecnologia, e cidadãos moradores do entorno da Ilha do Fundão, principalmente da Vila Residencial e do Complexo da Maré. As aulas são ministradas no Centro de Tecnologia para as turmas de Letramento Básico, Intermediário e Avançado. E acontecem de segunda a sexta feira, de 15 às 16:30 horas.

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TítuloPolímeros para o setor de petróleo e gás – Aditivos
Coordenador: TAISSA ZANGEROLAMI LOPES RODRIGUES
Contato do coordenadortaissazl@yahoo.com.br e elucas@metalmat.ufrj.br

Resumo: A ação contempla aulas teóricas e demonstrativas e obtenção, caracterização e propriedades em solução dos polímeros, além de suas aplicações como aditivos na indústria do petróleo.

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TítuloPolímeros: aplicações e uso consciente
Coordenador: ARIANE DE JESUS SOUSA BATISTA
Contato do coordenadorariane.pent@gmail.com e ariane@pent.coppe.ufrj.br

Resumo: A reciclagem de plásticos é um tema importante, visto que mais de 60% de todo plástico produzido já virou resíduo e apenas 9% foi reciclado em todo mundo. No Brasil os dados são ainda mais alarmantes. O relatório apresentado pelo WWF recentemente afirma que o Brasil é o quarto maior produtor de resíduos plásticos do mundo e recicla menos de 2% desse montante. Contudo, políticas de reciclagem e educação ambiental ainda são precárias e pouco divulgadas, e a disseminação de informações que tornam os plásticos vilões fazem com que o banimento desses materiais seja cada vez mais desejável. No entanto, vale lembrar que os plásticos são polímeros de alto valor agregado, baixo custo de produção e muito versáteis, e quando reciclados podem ser reinseridos na cadeia produtiva, possibilitando a produção de novos materiais, além de alavancar o setor energético. Dessa forma esse projeto visa instruir e incentivar alunos de escolas públicas e privadas a serem multiplicadores dos conceitos de reciclagem em suas escolas, famílias e comunidade. Onde palestras e atividades lúdicas serão realizadas, de forma virtual, incentivando o descarte correto ou reutilização de resíduos plásticos, evitando que esses resíduos sejam descartados em lugares impróprios.

Site onde os trabalhos realizados pelo projeto de extensão são divulgados
Instagram do Grupo EngePol (PEQ/COPPE/UFRJ), onde todos os nossos trabalhos e laboratórios são divulgados, inclusive os do projeto de extensão

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TítuloPrograma de Incubação de Empreendimentos Populares – Inovação Social dos Processos de Incubação de EES
Coordenador: AMANDA FERNANDES XAVIER PEDROSA
Contato do coordenador: amandaxavier86@gmail.com

Resumo: A ITCP/COPPE vem atuando, desde a sua criação, no apoio aos Empreendimentos Populares. Desenvolve ações que vão de encontro às necessidades das classes populares e dos setores informais, que historicamente ficam à margem das ações sociais desenvolvidas pelo Estado. Hoje novas técnicas e ferramentas são requeridas para enfrentar os novos desafios que se apresentam. Esta proposta visa investigar metodologias inovadoras de incubação, que propiciem o aperfeiçoamento das atividades dos empreendimentos incubados, dando continuidade às ações desenvolvidas pela ITCP/COPPE. A implantação das novas metodologias desenvolvidas permitirá melhorar a qualidade dos Empreendimentos Econômicos Solidários – E. Site da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – ITCP/COPPE/UFRJ 

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TítuloEspaço COPPE Miguel de Simoni
Coordenador: CLAUDIA MARIA LIMA WERNER
Contato do coordenador: werner@cos.ufrj.br

Resumo: A atividade central deste projeto é a visitação guiada a exposição do Espaço COPPE, realizada predominantemente por estudantes do Ensino Médio da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os grupos de estudantes realizam as visitas acompanhados por professores das escolas de origem. O ambiente dos espaços de divulgação científica e tecnológica, como o Espaço COPPE, pode proporcionar elementos-chave de fomento à motivação intrínseca do aprendizado – por exemplo: construção de significado pessoal, tarefas desafiadoras, colaboração e sentimentos positivos sobre os esforços realizados e, portanto, são potenciais indutores da formação de vínculos novos, por vezes mais intensos. Site do Espaço COPPE  

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TítuloSISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE (SGQ) e MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG) PARA SERVIDORES PÚBLICOS – DEFESA
Coordenador: EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS
Contato do coordenadoreduardo.oliveira@adc.coppe.ufrj.br e karina.andrade@adc.coppe.ufrj.br

Resumo: O Curso tem por objetivo a elaboração, implantação, manutenção, melhoria contínua e auditorias internas de sistemas de gestão da qualidade segundo requisitos das normas NBR-ISO:9001 e implantação de boas práticas de gestão segundo os critérios definido no Modelo de Excelência em Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). O curso está vinculado ao Programa FORMAÇÃO CONTINUADA DE SERVIDORES PÚBLICOS.

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TítuloSISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE (SGQ) e MODELO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO (MEG) PARA SERVIDORES PÚBLICOS GERAIS E UFRJ
Coordenador: EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS
Contato do coordenadoreduardo.oliveira@adc.coppe.ufrj.br

Resumo: O Curso tem por objetivo a elaboração, implantação, manutenção, melhoria contínua e auditorias internas de sistemas de gestão da qualidade segundo requisitos das normas NBR-ISO:9001 e implantação de boas práticas de gestão segundo os critérios definido no Modelo de Excelência em Gestão (MEG-TR) preconizada pela SEGES do Ministério de Economia). O curso está vinculado ao Programa FORMAÇÃO CONTINUADA DE SERVIDORES PÚBLICOS.

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TítuloUBUNTU.lab – Programa de inovação aberta em cidades inteligentes para a redução da desigualdade racial no Rio de Janeiro

Coordenador: MATHEUS HENRIQUE DE SOUSA OLIVEIRA
Contato do coordenadormatheusoli@hotmail.com

Resumo: O Projeto BRA/15/010 – Fortalecimento e Expansão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial é uma ação entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de descentralizar as políticas públicas de igualdade racial e fortalecer e expandir o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). A Fundação COPPETEC foi uma das entidades selecionadas através do projeto U.lab para apresentar a prefeitura do Rio de Janeiro um laboratório de inovação governamental a ser replicado como política de promoção da igualdade racial no âmbito de implementação do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Município desenvolvido pelo Escritório de Planejamento da Secretaria Municipal da Casa Civil (EPL). No âmbito do Sinapir, o presente projeto tem o objetivo de entregar ao município do Rio de Janeiro, um programa de inovação governamental que coloca o jovem negro como protagonista da tecnologia capaz de promover o bem-estar no seu dia a dia.

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TítuloUnidade de Suporte à Inovação Social – USIS
Coordenador:  CARLA MARTINS CIPOLLA
Contato do coordenadorcarla.cipolla@ufrj.br

Resumo: A atividade apoia inovações sociais como chave para o desenvolvimento. O USIS/ UFRJ – Unidade de Suporte à Inovação Social – nasceu do projeto LASIN – Latin American Social Innovation Network -, financiado pela Comissão Europeia, com o propósito de implementar um modelo de envolvimento Universidade/comunidade, baseado na combinação de atividades curriculares e extra-curriculares, materiais e instrumentos de aprendizagem, treino prático, oficinas e mentorias para reforçar as ligações da universidade com o ambiente social mais amplo (Grupos comunitários, ONGs e/ou OSCIPS, Organizações governamentais, empresas e escolas) com metodologia própria desenvolvida por LASIN.

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Título“TÁ” LIGADO?! MINHA CÂMERA NA MÃO E UMA IDEIA NA CABEÇA – A LINGUAGEM AUDIOVISUAL COMO LIVRE EXPRESSÃO NA CONSTRUÇÃO DIALÉTICA NO ESPAÇO ENTRE A UNIVERSIDADE, A ESCOLA E A SOCIEDADE
Coordenador:  ANDREA MARIA DO NASCIMENTO SILVA
Contato do coordenadorandreanascimento@cos.ufrj.br

Resumo: Todos nós da comunidade acadêmica e escolar tivemos que nos adaptar à utilização de soluções tecnológicas para nos comunicar, socializar e nos relacionar durante o período de pandemia para reproduzir a rotina de uma sala de aula. Com isso, a linguagem audiovisual e o uso de dispositivos portáteis, como smartphones e tablets, que já era uma realidade muito presente em nossa vida, de repente, se tornou fundamental. Essa proximidade foi uma grande motivação que trouxe a memória da frase emblemática do cineasta Glauber Rocha – Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça – que inspirou o título deste projeto e que nos faz compreender que atualmente a nossa práxis gira em torno dessa máxima que representa nosso atual cenário social nos hábitos de registrar e compartilhar nossas imagens, nossos áudios, nossos vídeos, seja de forma direta ou indiretamente nas redes sociais. Portanto, este projeto visa atender a uma demanda técnica para auxiliar a produção de conteúdo de divulgação de pesquisas, trabalhos escolares, vídeo aulas, entre outros, de forma que o público participante do projeto conheça detalhes da composição audiovisual. Enfatizar o uso da linguagem audiovisual para acesso ao conhecimento e para a troca de saberes, uma comunicação dialética onde é importante não só transmitir o conhecimento gerado na universidade mas também possibilitar que a sociedade contribua com o seu olhar, seu fazer, sua crítica.

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TítuloApoio às Micro e Pequenas Empresas do estado do Rio de Janeiro para o desenvolvimento de trajetórias econômicas sustentáveis
Coordenador: AMANDA FERNANDES XAVIER PEDROSA
Contato do coordenadoramandaxavier86@gmail.com

Resumo: As MPE compõe 92% das empresas do Estado do Rio de Janeiro (RJ) e são responsáveis por mais de 50% dos empregos formais (Brasil, 2020). No entanto, as MPE enfrentam enormes desafios, sobretudo pela amplitude da atual crise sanitária, econômica e social (CNI, 2021; SEBRAE, 2020), colocando em evidencia o modelo econômico dominante, centrado na produção em massa de bens materiais e de performance financeira (Fernandes et al., 2021; Lima & Dias, 2020). Nesse sentido, esse projeto se fundamenta na perspectiva da Economia da Funcionalidade e da Cooperação (EFC), que tem como proposta fornecer soluções integradas de bens e serviços a partir da cooperação entre diferentes atores territoriais, abandonando a noção de escalabilidade e desenvolvendo novos modelos de governança de empresas e territórios (Du Tertre et al., 2019). Essa abordagem interacionista permite um menor consumo de recursos naturais e a renovação do vínculo social, criando resiliência para as relações econômicas, tão fragilizadas diante do cenário atual (Xavier et al., 2021; Roman et al., 2020). Este projeto visa apoiar as Micro e Pequenas Empresas do estado do Rio de Janeiro no desenvolvimento de trajetórias econômicas sustentáveis, criando impacto direto na sociedade e na comunidade ci