Aula Inaugural
A Coppe/UFRJ recebe personalidades de destaque para as suas Aulas Inaugurais. Abordando temas sensíveis e relevantes para o Brasil.
Aulas Inaugurais
O fim da hiperglobalização e o Brasil
A Coppe/UFRJ recebeu o professor e economista Eduardo Giannetti para sua Aula Inaugural de 2026. Abordando temas sensíveis como crises financeiras, guerra tarifária e conflitos geopolíticos, Giannetti transmitiu uma mensagem de otimismo: o Brasil tem condições de se reposicionar no cenário internacional de maneira vantajosa.
“Este cenário de fim da hiperglobalização nos favorece geopoliticamente. Temos recursos minerais, energia limpa, água doce, temos margem de manobra. Neste momento em que Estados Unidos, União Europeia e China competem por mercados estratégicos, o Brasil pode negociar simultaneamente com os três e atrair condições vantajosas para agregar valor aos seus próprios produtos”, afirmou Giannetti.
Segundo Giannetti, a hiperglobalização tem início nos anos 1980, quando Ronald Reagan e Margaret Thatcher lideraram a economia mundial rumo a um caminho de maior liberalização, adensamento das relações comerciais e interdependência entre os países.
“Estamos vivendo o fim desse ciclo e três episódios da história mundial são cruciais para o fim da hiperglobalização. O primeiro é a crise financeira de 2008-2009, que expôs os limites do processo de financeirização da economia. Em 1980, havia um dólar de capital financeiro para cada dólar de riqueza real. Agora, há 12 dólares de capital financeiro para cada dólar da economia real. Há uma desconexão crescente entre o que é produzido e o dinheiro que é criado por movimentações financeiras e essa assimetria intolerável está chegando a um limite”.
“O segundo capítulo foi a pandemia de Covid-19. Ela expôs que, quanto mais interdependente é um sistema, mais vulnerável ele é ao rompimento de um elo dessa corrente. O mundo percebeu sua dependência em relação a poucos fornecedores de insumos estratégicos. Mais de 80% dos IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos) eram produzidos na China e na Índia. Cerca de 90% dos chips de alta complexidade são feitos em Taiwan. A lógica puramente econômica de busca pelo menor custo está sendo substituída por uma preocupação com diversificação de parceiros e segurança”.
Para Giannetti, o terceiro capítulo do fim da hiperglobalização tem nome: Donald Trump. “O presidente americano declarou guerra comercial, unilateralmente, ao mundo e isso criou uma bagunça generalizada nas tarifas. Como os empresários planejarão seus investimentos neste cenário de instabilidade tarifária e insegurança jurídica?”, questionou o economista.
Como reposicionar o Brasil no cenário internacional?

Na avaliação de Giannetti, apesar de toda a turbulência e da incerteza que marcam o cenário internacional, o Brasil pode, “se souber dar esse passo, recuperar um dinamismo de convergência para um padrão de economia de alta renda que nós perdemos há muito tempo”.
Segundo o economista, a economia brasileira manteve uma dinâmica vigorosa, em busca de se tornar um país com renda elevada, da Segunda Guerra Mundial até os anos 1980. “A hiperglobalização começa e a gente perde o pé. O Brasil dobrou a aposta na substituição de importações em um momento em que o mundo se abria ao comércio e se interconectava”, lamentou.
“Só 12 países superaram a armadilha da renda média nos últimos 70 anos. O que há em comum entre eles? Todos aumentaram a exportabilidade do seu PIB (o peso das exportações para suas economias). Alguns, como os tigres asiáticos, fizeram isso exportando tecnologia. Outros, como Irlanda e Espanha, exportam serviços. Austrália, Nova Zelândia e Noruega exportam commodities. O Brasil tem potencial para exportação nos três (tecnologia, serviços e commodities)”, complementou.
“Ao mesmo tempo, devemos fazer como observou o premier canadense Mark Carney e buscar parcerias com outras potências médias, como Canadá, México, Indonésia e Vietnã”.
A cultura como fator de otimismo

Em meio às muitas reflexões suscitadas pelo público presente no auditório da Coppe, Eduardo Giannetti também falou sobre educação e destacou que não há futuro possível se o Brasil não melhorar o ensino fundamental. “O futuro do país não será decidido em uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ou na Bolsa de Valores, mas sim em nossas milhares de salas de aula”.
“Eu sou otimista em relação ao Brasil. Acho que temos uma condição e uma promessa de originalidade em nossa cultura. Escrevi sobre isso em Trópicos utópicos. Nossa herança afroindígena nos dá uma condição de oferecer uma alternativa real a esse modo de vida que culmina nas mortes por desespero (suicídios, abuso de opióides, entre outras). Uma forma de vida menos competitiva, mais lúdica, mais amistosa, que coloca as relações humanas em primeiro plano”, finalizou o escritor, membro da Academia Brasileira de Letras.
Integrando a Engenharia a outros saberes
Para a diretora da Coppe, professora Suzana Kahn, a Aula Inaugural é uma oportunidade para os alunos ampliarem seus conhecimentos além das questões científicas e tecnológicas enfrentadas no dia a dia da engenharia.
“Essas outras áreas do conhecimento são essenciais para o desenvolvimento dos nossos alunos e de nossas pesquisas, permitindo que estejamos conectados às transformações que temos visto no mundo”, afirmou a professora.
O público presente participou ativamente, com perguntas que abrangeram temas como a economia chinesa, renda básica universal, política industrial, democracia, cultura e muito mais.Assista agora à Aula Inaugural completa no canal da Coppe no YouTube e entenda por que o Brasil pode estar diante de uma das maiores oportunidades estratégicas de sua história.
O Rio na Economia do Conhecimento:
Estratégias para posicionar a cidade como referência em Inovação Tecnológica

A Coppe/UFRJ recebeu nesta quinta-feira, 20 de março, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para conduzir a Aula Inaugural da instituição deste ano. Figura central na política carioca há mais de duas décadas, o prefeito abordou o tema “O Rio na Economia do Conhecimento: Estratégias para posicionar a cidade como referência em Inovação Tecnológica” e elegeu a Coppe como exemplo a ser seguido na articulação entre a sociedade civil, o poder público e as universidades, provocando as autoridades locais a implementarem boas políticas públicas para a resolução de problemas locais.
Eduardo Paes encontrou no início do terceiro de seu quarto mandato como prefeito um cenário desafiador. Em suas palavras, “o Rio foi o epicentro das crises que o Brasil viveu nos últimos anos: crise política, crise econômica, crise ética. Eu tinha que levantar o ânimo, nós temos em nossa cidade a UFRJ, a Uerj, a Unirio, a PUC, a FGV, o IMPA, o IME, o BNDES, a Petrobras, a Eletrobras, a Rede Globo, a ABL, ABC, a ANE. O PIB do Rio equivale ao PIB do Uruguai. Não podemos ficar na ‘deprê’”.
“Na minha opinião, a melhor reflexão sobre essa crise existencial do Rio de Janeiro, de perda da condição de capital federal e da fusão do estado da Guanabara com Rio de Janeiro, foi em meados da década de 1990, quando o prefeito Cesar Maia chamou o professor Carlos Lessa, ex-reitor da UFRJ, falecido em 2020, para fazer um planejamento estratégico. Foi a melhor reflexão sobre qual papel o Rio pode ocupar no país e no mundo. É muito detalhado, e, infelizmente, pouca gente o conhece”.

Segundo Paes, a noção de fronteira, com os avanços tecnológicos, tem diminuído muito. “As cidades dialogam com outras cidades, e as cidades globais funcionam como ímãs, trazendo pessoas e instituições. Na visão do planejamento feito pelo professor Carlos Lessa, que nós atualizamos a cada mandato, o Rio pode ser a cidade global do Cone Sul”.
De acordo com o prefeito, para o Rio se transformar em uma cidade global, teria que cumprir uma série de requisitos, como: ser importante centro de tomada de decisões. Ser sede de instituições governamentais, de empresas importantes, organismos multilaterais. “O Rio mantém esse papel. Temos BNDES, Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), agências reguladoras. Precisaríamos ser um hub de comunicações e transportes, e fizemos todo o possível para não deixar fechar o Aeroporto Internacional do Galeão. Lutamos para que a Eletrobras privatizada não saísse do Rio”.
“Trazer as Olimpíadas para o Rio reflete esse planejamento e tem significado geopolítico. Vamos trazer G20 para o Rio, trazer o Brics, vamos manter o Rio como cidade de protagonismo internacional? Convidar a Madonna e a Lady Gaga, tem um impacto duradouro, que vai além do show em si”, complementou.
Promessas e parcerias

A diretora da Coppe, professora Suzana Kahn apresentou o prefeito, destacando que sua visão para economia do conhecimento e inovação no Rio de Janeiro tem sido fundamental para a construção de uma cidade mais inteligente e preparada para os desafios do futuro. “Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a inovação, se dedicando a transformar o Rio em polo de desenvolvimento tecnológico, com ecossistema de startups, promovendo parcerias com as universidades para a implementação de políticas públicas que integrem tecnologia e gestão da cidade”.
Suzana destacou que uma preocupação das instituições de ensino cariocas é “ver muitos de nossos alunos começarem a buscar alternativas fora do Rio de Janeiro, e muitas vezes fora do país. É importante reter as pessoas, reter o conhecimento produzido na cidade. Nós temos que aproveitar esse momento de transição tecnológica. Há uma série de áreas na fronteira do conhecimento, são muitas possibilidades. Temos na Coppe, 400 projetos ativos com 113 empresas, totalizando 1,4 bilhão em contratos firmados, duas mil pessoas entre professores, alunos e técnicos”.
O prefeito Eduardo Paes respondeu que “a Coppe salva o Rio de Janeiro com todos os problemas que tivemos, a Coppe sobreviveu a tudo isso”. “Estamos exportando talentos por que produzimos muito conhecimento. É uma questão de saber como a gente mobiliza o talento que nós temos. O caminho é aquele que a Coppe trilha com muita competência, é construir esse tripé: sociedade civil, poder público e universidades”.
“Na Prefeitura, estamos buscando desburocratizar, flexibilizar para atrair novos negócios. Procuramos incentivar, com ativismo estatal mesmo. Estimular a economia do futuro por meio de compromisso com agenda sustentável. Dadas as qualidades de nossas universidades, de nossos centros de pesquisa, é uma vocação natural do Rio de Janeiro se tornar um hub de economia do conhecimento. Ser uma capital de conhecimento do Cone Sul. No campo da academia, a Coppe é o exemplo por sua interação permanente, tanto com o setor público quanto com o setor produtivo”, elogiou o prefeito.
Paes finalizou a Aula com uma promessa à professora Suzana Kahn, formalizar a criação do CoppeIA, um novo centro de Inteligência Artificial, que será instalado no antigo prédio do Automóvel Clube, no Passeio Público, que terá parceria e financiamento da Prefeitura orientado à pesquisa aplicada para solução de desafios concretos.
Após a Aula, o prefeito respondeu a perguntas de alunos da Coppe, mostrou interesse nos temas levantados como economia criativa, games, engenharia biomédica para o esporte de alto rendimento, e incentivou os alunos a levarem projetos para a secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, professora Tatiana Roque (Instituto de Matemática da UFRJ).
Confira a Aula Inaugural, na íntegra, no canal da Coppe no YouTube.
Ciência e Tecnologia na vanguarda:
como o G20, BRICS e COP30 ampliam horizontes e rompem fronteiras

“Essa aula representa o que queremos para a pós-graduação em Engenharia: que ela seja inovadora, aberta, interdisciplinar, integrada às demais áreas de conhecimento, capacitando nossos alunos a encontrarem soluções locais, caso queiram, mas sempre tendo a visão global, sem perder de vista os grandes temas que vão pautar a sociedade nos próximos anos”, destacou a professora Suzana Kahn, diretora da Coppe, na sua introdução da abertura do ano letivo 2024, ocorrida nesta terça-feira, 19 de março.
O convidado para selar essa mudança foi o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores que provocou um rico debate sobre mudanças climáticas, compromissos ambientais internacionais, o papel do Brasil em grandes instâncias multilaterais como o G20, os Brics e a COP 30, a pertinência da abertura de novos poços de produção de óleo e gás, novas rotas tecnológicas para produção de energia limpa e muito mais. Temas estratégicos que atraíram o interesse de alunos, professores e funcionários lotando o auditório para a Aula Inaugural Aberta 2024 que teve como tema “Ciência e Tecnologia na Vanguarda: como G20, BRICS e COP 30 ampliam horizontes e rompem fronteiras”.
Corrêa do Lago é o negociador-chefe para a mudança do clima e coordena diversas iniciativas no âmbito da reunião do G20 que será realizada no Rio de Janeiro, em novembro. A Secretaria também desempenhará importante papel na organização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em Belém, em novembro de 2025. O embaixador abriu a Aula fazendo uma digressão pela história das discussões internacionais a respeito do meio-ambiente, da década de 1960 aos dias atuais, e explicando as diferenças entre o G20, principal fórum de cooperação econômica internacional, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e os Brics.
“A COP é uma coisa meio parlamentar. As decisões tomadas na ONU levam a discussões e processos nos países-membros que então aprovam leis e regulamentações em âmbito doméstico. O que se decide nas Nações Unidas vira lei internacional. Por isso que tantos diplomatas ficam horas discutindo minúcias nos textos aprovados, que depois vão ser internalizados e se tornarão leis nos países. Já o G20 e os Brics são completamente diferentes. Suas decisões têm imenso valor político, mas não geram obrigação legal”.
Segundo Corrêa do Lago, as prioridades do Brasil na condução da próxima reunião do G20 são a discussão de formas de superar a pobreza e o aumento da desigualdade, além do financiamento ao desenvolvimento sustentável dos países emergentes. “Nunca houve proporção tão pequena de pobres no mundo (de acordo com a linha da pobreza extrema), mas os contingentes são enormes”, ponderou o diplomata.
O embaixador ressaltou que o protagonismo e a credibilidade do país nos fóruns internacionais são “de imensa importância para o Brasil”, mas destacou que “não podemos nos autoproclamar líderes. Liderança são os outros que nos atribuem. Isso ocorre porque somos um país em desenvolvimento com características especiais. Temos desafios da pobreza e da riqueza e, por isso, conseguimos dialogar com todos os países. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, as delegações brasileiras incorporam a presença de representantes da academia e de ONGs. Os outros países em desenvolvimento acreditam muito na gente. Não existiria essa liderança sem a colaboração da academia com a diplomacia”.
Corrêa do Lago observou que, comparado a outros temas internacionais, o meio-ambiente é um tema recente. Mesmo assim, já obteve conquistas significativas e citou as negociações tratadas após o alerta da comunidade científica internacional a respeito do buraco na camada de ozônio. “A destruição da camada de ozônio foi um marco, porque era um problema transfronteiriço. Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, considerava a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio a mais bem-sucedida da História, pois a partir da descoberta deste problema, em menos de 40 anos levou a eliminação de 95% dos clorofluorcarbonetos (CFCs) e a camada de ozônio já está se reconstruindo. É um exemplo de como se precisou da ciência, da universidade, da sociedade civil, das empresas, dos engenheiros”.
Um novo modelo de Aula para uma Coppe renovada
A professora Suzana Kahn, destacou isso na abertura do evento. “É muito bom encontrar um novo time de alunos, além dos mais antigos e dos colegas professores neste que é o dia mais importante do nosso calendário, marcando um novo ciclo. Acredito que a entrada de novos alunos sempre traga uma nova dinâmica à instituição e a inovação começa pelo auditório. Antes tínhamos aqui uma mesa que nos distanciava, um formato muito tradicional, não era amigável.
“Todos os países do mundo têm alguma dimensão de esquizofrenia em suas políticas”

Após a exposição inicial do embaixador André Corrêa do Lago, alunos e professores puderam fazer perguntas e ampliar o debate para temas desafiadores e até mesmo sensíveis, como a exploração de petróleo na Margem Equatorial; a “vilanização” de fontes convencionais (e mais poluentes) de energia; o desafio de tirar milhões de pessoas da miséria, consequentemente, ampliando o consumo de bens, serviços, e energia; o impacto do agronegócio, sobretudo da pecuária, nas emissões de gases de efeito estufa; e a recente defesa, por ambientalistas, da expansão do uso da energia nuclear.
Negociador-chefe do Brasil para a mudança do clima, Corrêa do Lago contou que o governo discute no Comitê Interministerial da Mudança do Clima (CIM) as novas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), uma obrigação de cada país signatário do Acordo de Paris de apresentar um plano de redução de emissões de gases de efeito estufa. “Como vamos assegurar a consciência da urgência e como vamos fazer com que as NDCs sejam suficientes para atender ao compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais? Essa é uma missão dos Emirados Árabes Unidos, do Azerbaijão e do Brasil, a tríade responsável pelas COPs de 2023 a 2025, e que vai buscar assegurar que as NDCs sejam suficientes para cumprir a meta”.
“Hoje ainda é o momento em que podemos fazer várias coisas. A cada momento que passa diminuem-se nossas opções. O Brasil tem muitas opções, mas não tem muitos recursos para cometer muitos equívocos. Então, temos que reduzir a margem de erro. Neste momento, sol e vento são respostas a certos problemas, mas há outras respostas legítimas. Um tema que não foi levantado, mas é central em muitos países do mundo, é a energia nuclear. Vários ambientalistas consideram que sem energia nuclear o mundo não vai conseguir limitar o aquecimento global a 1,5°C”, contextualizou o embaixador.

“A França é o país da União Europeia com maior segurança energética e investiu maciçamente em energia nuclear que responde por 60% de sua matriz. A Alemanha desativou seus reatores nucleares, se tornou dependente do gás natural russo e agora está migrando para termelétricas a carvão”, complementou.
Corrêa do Lago observou ainda que a Índia, um dos países que mais crescem economicamente, está investindo em usinas de carvão que ficarão em operação por 40 anos. “Eles estão crescendo rapidamente e têm que tirar 600 milhões de pessoas da pobreza. O acesso à energia é considerado mais importante do que a mudança climática, que é vista como algo ‘etéreo’. A lógica dentro das democracias é que o acesso à energia é mais importante, é uma realidade que dá votos”.
“Hoje temos uma visão de futuro, de mudança climática e desenvolvimento sustentável, em que o Brasil vai ter muito menos dificuldade que outros países. O Brasil tem uma série de vantagens conjunturais dentro do que se desenha como prioridade econômica mundial, como a Floresta Amazônica que era chamada de Inferno Verde na minha infância, e se transformou numa das maiores qualidades que o território brasileiro tem. As decisões que vocês jovens vão tomar nas próximas décadas estão relacionadas a este modelo de país que precisamos discutir”, finalizou o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente.
